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12 de mai. de 2016

TCHAU, MINHA QUERIDA!


Despeço-me de você com muito pesar, minha querida. Não, eu não faço coro aos paneleiros que, não conseguindo cantar e dançar a música proposta há quatorze anos atrás, decidiram abruptamente trocar o disco neste momento.

Sei que você não tem culpa dos crimes que sequer foi acusada neste processo de impedimento. Na aparência lutaram contra a corrupção; mas foi contra a corrupção dos outros e não a deles mesmos. Sei também que você não é culpada por ter feito as tais alianças de governabilidade, que há muito viraram as costas para você. Disseram que você tem pouca articulação com essa gente. Concordo com você; com alguns "tipos" não se pode dialogar, pois eles só pensam neles mesmos e não no povo que te elegeu, minha querida.

Você foi valente. Resistiu a tudo e a todos até agora e, sei, continuará lutando nos próximos seis meses pela justiça e pela democracia. Você lutará por nós, os 54 milhões de brasileiros que não querem mais o projeto deles. Lutará pelo Brasil que poucas vezes lhe deu o devido respeito. Como pode você, minha querida, amar tanto este país que lhe deu ratos, açoites, Ustras, Bolsonaros e tantos xingamentos impublicáveis? Você tem minha eterna admiração, querida.

A minha despedida, por mais triste que seja, ela é despedida com sabor de esperança de que em breve nos reencontraremos e tomaremos um bom café com pão de queijo, na companhia da justiça e da democracia no Palácio do Planalto ao som daquele bom disco que estava tocando até ontem. Então, "Até logo, minha querida Dilma Rousseff".

Felipe.

18 de nov. de 2012

Uma luz no fim do poço

Quando pequeno, na escola, com apenas seis anos, sua professora lhes falou sobre como viviam as crianças na África.

Profundamente comovido ao saber que algumas até morrem de sede, que não há poços de onde tirar água, e pensar que a ele bastavam alguns passos para que a água saísse da torneira durante horas…

Ryan perguntou quanto custaria para levar água a eles. A professora pensou um pouco, e se lembrou de uma organização chamada WaterCan, dedicada ao tema, e lhe disse que um pequeno poço poderia custar cerca de 70 dólares.

Quando chegou em casa, foi direto a sua mãe Susan e lhe disse que necessitava de 70 dólares para comprar um poço para as crianças africanas.

Sua mãe disse-lhe que ele deveria consegui-los e foi-lhe dando tarefas em casa com as quais Ryan ganhava alguns dólares por semana.

Finalmente reuniu os 70 dólares e pediu à sua mãe que o acompanhasse à sede da WaterCan para comprar seu poço para os meninos da África. Quando o atenderam, disseram-lhe que o custo real da perfuração de um poço era de 2.000 dólares.

Susan deixou claro que ela não poderia lhe dar 2.000 dólares por mais que limpasse cristais durante toda a vida, porém Ryan não se rendeu. Prometeu aquele homem que voltaria…e o fez.

Contagiados por seu entusiasmo, todos puseram-se a trabalhar: seus irmãos, vizinhos e amigos. Entre todo o bairro conseguiram reunir 2.000 dólares trabalhando e fazendo mandados e Ryan voltou triunfante a WaterCan para pedir seu poço.

Em janeiro de 1999 foi perfurado um poço em uma vila ao norte de Uganda. A partir daí começa a lenda. Ryan não parou de arrecadar fundos e de viajar por meio mundo buscando apoios.

Quando o poço de Angola estava pronto, o colégio começou uma correspondência com as crianças do colégio que ficava ao lado do poço, na África.

Assim, Ryan conheceu Akana: um jovem que havia escapado das garras dos exércitos de meninos e que lutava para estudar a cada dia. Ryan sentiu-se cativado por seu novo amigo e pediu a seus pais para ir vê-lo.

Com um grande esforço econômico de sua parte, os pais pagaram sua viagem a Uganda e Ryan, em 2000, chegou ao povoado onde havia sido perfurado seu poço. Centenas de meninos dos arredores formavam um corredor e gritavam seu nome.

- Sabem meu nome? – Ryan perguntou a seu guia.
- Todo mundo que vive 100 quilômetros ao redor sabe – ele respondeu.

Hoje em dia, Ryan – com 21 anos – tem sua própria fundação e conseguiu levar mais de 400 poços à África. Encarrega-se também de proporcionar educação e de ensinar aos nativos a cuidar dos poços e da água. Recolhe doações de todo o mundo e estuda para ser engenheiro hidráulico. Ryan tem-se empenhado em acabar com a sede na África.

Fonte: http://www.blogdojj.com.br/2012/02/11/o-menino-que-sacou-a-sede-de-500-mil-africanos/
Site da fundação do Ryan: http://www.ryanswell.ca/
História do Ryan (em inglês): http://www.ryanswell.ca/about-us/ryans-story.aspx

24 de out. de 2012

Aos habitantes da terra futura (Kaiowás-Guarani)

 
Esta semana as mídias sociais têm divulgado a trágica situação em que vivem as tribos indígenas matogrossenses, em particular a tribo Kaiowá-Guarani. A Justiça Federal decretou a expulsão de 170 índios da terra a qual hoje vivem. Circula pela rede uma carta escrita pelos índios desta tribo, que diz:
"Que bom que a senhora assumiu a presidência do Brasil. É a primeira mãe que assume essa responsabilidade e poder. Mas nós Guarani Kaiowá queremos lembrar que para nós a primeira mãe é a mãe terra, da qual fazemos parte e que nos sustentou há milhares de anos. Presidenta Dilma, roubaram nossa mãe. A maltrataram, sangraram suas veias, rasgaram sua pele, quebraram seus ossos... rios, peixes, arvores, animais e aves... Tudo foi sacrificado em nome do que chamam de progresso.  Para nós isso é destruição, é matança, é crueldade. Sem nossa mãe terra sagrada, nós também estamos morrendo aos poucos. Por isso estamos fazendo esse apelo no começo de seu governo. Devolvam  nossas condições de vida que são nossos tekohá, nossos terras tradicionais. Não estamos pedindo nada demais, apenas os nossos direitos que estão nas leis do Brasil e internacionais [...] E nós não podemos mais esperar. Não nos deixe sofrer e ficar chorando nossos mortos quase todos os dias. Não deixe que nossos filhos continuem enchendo as cadeias ou se suicidem por falta de esperança de futuro." - trecho selecionado.
A situação do povo Kaiowá é semelhante a que viveu o povo judeu no período pré-exílico. Para o judeu a terra era um símbolo da aliança do Deus dos Pais com o povo. Habitar na terra é uma dádiva (Gn 35:12). É na terra que o povo é medido diante de Deus (Dt 28:1). E "medidos" pelo Senhor foram levados para uma terra distante (2 Cr 36). A semelhança está no fato de que ambos têm sua história atrelada á permanência na terra de seus antepassados e mediante á forças contrárias, foram obrigados a abandonar suas terras. Kaiowá que se autodenominam Pai Tavyterã, cujo significado é “habitante do povo [aldeia] da verdadeira terra futura". Algo muito semelhante com o significado escatológico de Israel para o judeu.

Os judeus foram levados cativos á Babilônia. Os Kaiowá estão sendo obrigados a deixarem suas terras, nas palavras dos indígenas, "em nome do progresso". O pecado dos judeus contra Deus, segundo a sua história, os levaram para longe de sua terra (Jr 7; Am 5:21-24; Is 1:10-18). O pecado dos Kaiowá é o simples fato de existir. Como aconteceu com os moradores de Pinheirinho/SP. Assim como os judeus que choraram por sua terra, os Kaiowá pranteiam seus irmãos que preferem morrer na terra a serem obrigados a abandoná-la, pois ali estão enterrados seus antepassados, além dos muitos que foram mortos por pistoleiros.

De todas as diferenças que poderíamos também ressaltar, acredito que a maior de todas seja que o povo semita tinha a promessa de que um dia voltaria para sua terra. Seus profetas foram com eles para a Babilônia. Os Kaiowá por sua vez estão sem "esperança de futuro", conforme sua carta. E como cristãos, é nossa obrigação padecer junto com estes que hoje sofrem algo que acreditamos pertencer ao nosso passado de Fé. A luta dos Kaiowá não é apenas indígena, mas de todo homem negro, amarelo e branco desta nação.

O apóstolo Paulo afirmou que "a terra é do Senhor e toda a sua plenitude" ( 1 Co 10:26). Nós como filhos desta pátria amada e muitas vezes abusada pelo capitalismo desenfreado, não podemos aceitar qualquer tipo de Progesso sem a Ordem. O dono desta terra não teve para isso para suas ovelhas do outro aprisco, nem deste que habita em solo brasileiro (Jo 10:16). Que esta Igreja que se move para promover candidatos e boicotar novelas, mova-se também em prol dos Kaiowás! Que juntos possamos com eles cantar,
"Quando o Senhor trouxe os expulsos de volta a Pyelito Kue/Mbarakay, foi como um sonho. Então a nossa boca encheu-se de riso, e a nossa língua de cantos de alegria. Até nos noticiários se dizia: 'O Senhor fez coisas grandiosas por este povo'. Sim, coisas grandiosas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres. Senhor, restaura-nos, assim como enches o leito do rio Hovy nos dias de seca. Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes." - Paráfrase do Sl 126.

18 de set. de 2012

O Crucificado


Conforme postei aqui algum tempo atrás, "tem uma história que não sai da minha cabeça", rs. Pois então, decidi brincar com as histórias e dar vida aos personagens que viviam apenas em minha imaginação. Decidi ainda lançar minha história no formato de ebook, o que facilita, e muito, a divulgação. Mensalmente irei postar um capítulo da narrativa, podendo sofrer pequenos atrasos em caso de "tensão acadêmica" (leia-se provas e trabalhos).

O Prólogo já está na rede. Compartilhe dê sua opinião! =)

29 de ago. de 2012

Didi, um herege?


Muito se tem dito estes dias sobre o filme estrelado por Renato Aragão, o Didi. Em blogs e perfis em redes sociais, simpatizantes ou seguidores do cristianismo, têm desencadeado uma perseguição religiosa contra o eterno Trapalhão. Dentro tudo que li até agora, muito me choca a falta de sabedoria das pessoas que agem como massa de manobra com uma facilidade impressionante. O fato é que as informações sobre a película  "O Segundo Filho de Deus" são pouquíssimas e mesmo assim, pessoas estão retirando dos celeiros tochas, garfos e porretes.

"Como Jesus veio à Terra e não conseguiu cumprir a sua missão, porque os homens não deixaram, Deus resolve mandar um segundo filho. Aí, sim, Ele cumpre a missão", teria afirma Aragão (Gospel Prime). Tirando o fato de que a única informação que se tem de confiável seja o da revista Veja, online, que não menciona em tempo algum a afirmação acima, apenas blogs evangélicos propagam a informação.

Baseado na informação (ou desinformação) que se tem, afirmo realmente, A MISSÃO NÃO ESTÁ COMPLETA! Jesus durante seu ministério terreno deixou claro que havia chegado o reino dos céus e que uma mudança de mentalidade, metanóia, era necessária: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mt 4:17). E por seguinte a máxima de que algo ainda não estava concluso: "E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou" (Lc 22:29). O "ponta-pé inicial" foi dado pelo Cristo que deixou instruções de como prosseguir com o reino, em particular no Sermão do Monte, somado ao sacrifício salvífico do qual somos agraciados com o perdão. Mas a continuidade do reino é responsabilidade "dos outros filhos de Deus", eu e você.

No entanto, o que vejo é um grande número "cristãos" se preocupando com o que um humorista diz (?). Por que essa turma não se revolta contra as interpretações bíblica oriundas de interesses nababescos? Com a turma da televisão que está enriquecendo ás custas da ignorância dos famintos? Por que não se revoltar e fazer correntes, propagar imagens e criar abaixo-assinados em busca de mudanças sociais que visem cumprir o reino? Respondo: fazer uma nova inquisição contra o humorista é mais fácil e cômodo. Não precisa ler e aprender da Bíblia para corrigir o que está errado. Basta repostar uma imagem no facebook

A hipocrisia e inércia da igreja evangélica me cansa. Como cristão e evangélico estou a cada dia mais decepcionado com tanta ignorância. Se a frase for mesmo do Didi, digo que é algo "profético", pois os homens continuam a não deixar o reino de Deus avançar e assim a missão de Deus ser concluída. Que Deus não nos deixe dormir para sempre.

5 de jul. de 2012

O silêncio deste blogueiro


A audiência deste blog aumentou muito nos últimos meses e infelizmente devo isso a postagens polemizadas na rede. Alguns dos blogueiros cristão-evagélicos por certo que ficam contentes quando suas postagens giram por outros blogs, alcançando o status de "viral" e a face horrenda evangélica é exposta como que num show de horrores. O bizarro dá ibope.

No entanto, eu muito me entristeço por saber que a maioria de minhas contribuições que são reproduzidas, são aquelas que nasceram de minhas frustrações com a igreja evagélica e não aquelas onde exponho sua beleza. Parece-me que a beleza se tornou algo tão utópico para alguns que nos contentamos em nos alimentar com aquilo que nos nauseia.

Desde o início deste ano decidi que meu diálogo deveria mudar e para isso eu estou disposto a ir às últimas conseqüências se preciso. Se para não contribuir com este circo que se tornou os blogs evangélicos eu precisar me afastar da fonte de tristes informações, eu o farei. Estou disposto a buscar novos ares, um novo jardim quem sabe?, em busca de uma nova perspectiva que me inspire a pintar quadros mais belos do movimento evangélico. Meu campo de visão precisa ser renovado. Essa música já não toca a alma...

Por favor, não me interpretem mal. Não sou contra a denúncia, mas sou contra esse denuncismo que se criou e fez com que as pessoas vivessem como urubus á espera de algum cantor gospel fazer algo de errado, ou que um pastor pregue algo que entendem como errado, um evangélico que seja errar, para incitar a multidão a um caminho de desesperança. Não! Minha monografia no curso de teologia leva o título "Uma perspectiva de espiritualidade á partir da denúncia profética", não é à toa. Sou um denunciante do que está errado. No entanto, diferentemente dos profetas bíblicos, os novos profetas denunciam e enterram os denunciados. Os profetas bíblicos denunciavam e com amor chamavam ao arrependimento, ás veredas antigas.

Por este motivo estarei postando menos reflexões. Não irei parar de escrever. Tenho me empenhado em escrever um romance, o que muito tem alegrado meu coração, mas isso é outra história. E ainda escreverei para o blog sempre que meu coração precisar demonstrar sua alegria em linhas digitais. As imagens de humor e reflexão continuam. Acho...

Peço que todos que acompanharam minha peregrinação digital registrada, avanço após avanço, neste blog, que não deixem o coração de lado quando lerem um texto crítico. A crítica sem coração, sem paixão profética, não passa de criticismo soberbo. Jesus jamais faria isso. Se você anseia tanto pela justiça divina, lembre-se de que "Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus" (2 Co 5:21). Ou seja, Deus sacia sua sede de justiça em Jesus.

27 de abr. de 2012

Não temas, disse YHWH

O carro que comprei pegou fogo no sábado 14/04/12. No domingo eu tinha prova do vestibular para o curso de FILOSOFIA da Universidade Federal de Lavras. Quase desisti devido ao incidente. Mesmo triste, mas com o apoio da minha esposa Flávia e do amigo Wesley, fui fazer a prova. Saiu o resultado hoje: APROVADO EM 1º LUGAR GERAL. Obrigado Jesus, por me dar forças através da vida dos meus irmãos.

13 de abr. de 2012

Descriminalização do aborto de anencéfalos


É só o amor, é só o amor. Que conhece o que é verdade.
Monte Castelo, de Renato Russo.
 
Ontem dia 12 de abril, o Supremo decidiu por 8 votos a 2 que aborto de feto sem cérebro não é mais considerado um "crime". As discussões que se desenrolarão após essa decisão, devemos acompanhar atentamente nos próximos meses e quem sabe até mesmo anos, pois é tarefa da Igreja estar atenta a demanda espiritual do mundo.

Não sou médico para dizer se um feto anencéfalo pode ou não ter uma vida normal, ou se pode mesmo viver. Isso está além da minha formação acadêmica. Não posso mesmo dizer se continua sendo um crime diante de Deus, ainda que o Supremo tenha descriminalizado o aborto de anencéfalos.

Enquanto cristão não posso ainda querer que minha fé diga o que um Estado Laico pode ou não pode fazer. O Estado não é Teocrático, graças a Deus. Com tantas interpretações das Escrituras vistas em solo tupiniquim, isso poderia ser um desastre terrível. Não posso fazer com que minha fé vire Lei e obrigue os que não compartilham da fé em Javé o façam á força. Deus bate a porta; não a arromba. Nem mesmo posso obrigar pais cristãos, que por algum motivo não consigam dar o devido suporte a uma criança nascida sob tais circustâncias, á levarem adiante a gestação.

Israel foi uma nação Teocrática, com legislação divina e isso não fez como que o povo optasse pelo correto. Por isso não vejo como derrota o que aconteceu ontem. Consigo ver a mão de Deus na decisão de descriminalizar o aborto de anencéfalos. Isso porque nunca foi uma Lei, no sentido religioso da palavra, que fez com que as pessoas fizessem o que é certo diante de Deus. Não deu certo com o movimento farisaico...

Muito disse sobre o que eu não posso e não devo fazer. Agora quero falar do que eu posso fazer.

Eu posso, enqaunto agente tranformador do mundo, orientar as pessoas a tomarem a decisão certa no caso de uma gestação de anencéfalos, sem jamais fazer com que a minha opinião seja arbitrária no caso de decidirem por abortar ou não. Posso tamém sofrer junto com uma família diante de um momento tão delicado. Posso ainda ajudar com todo suporte possível, caso decidam levar a gestação adiante. Resumindo, posso contribuir ajudando a encontrar ao Cristo na decisão que tomarem.

A única coisa que pode mudar a mente das pessoas em relação ao aborto, é a renovação da mente proposta por Jesus:
"Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Metanóia¹, porque é chegado o reino dos céus." (Mt 4:17)
Não é uma Lei que nos orienta, antes o Amor. Não é porque algo não pode que devemos deixar de fazer. Antes o crivo que deve orientar a todos os cristãos é o Amor. Poise "o amor é o cumprimento da lei". Se alguém não abortar um feto anencéfalo, que não seja por haver uma Lei, divina ou humana, mas que seja por autruísmo, por amor ágape e não por cumprimento de regras. Deus não é uma regra. Deus é Amor.

Segue o vídeo que conta a história de um casal que decidiu levar adiante uma gestação complicada:


¹ -  Metanóia (grego), "mudança de mentalidade"; "arrependimento".

8 de mar. de 2012

KONY 2012: quando não entendemos a vontade de Deus


(Apenas 1/3 do vídeo está traduzido)

O Exército de Resistência do Senhor, em inglês Lord's Resistance Army (LRA), (também Movimento de Resistência do Senhor ou Lakwena Parte II) é um grupo sectário religioso e militar baseado no norte de Uganda.
O grupo foi formado em 1987 e está envolvido em uma revolta armada contra o governo de Uganda, no que é hoje um dos conflitos mais longos da África. É liderado por Joseph Kony, que se proclama o "porta-voz" de Deus e um médium espíritual, principalmente do Espírito Santo, que os Acholi acreditam que pode representar-se em muitas manifestações.
O grupo é baseado no cristianismo apocalíptico, mas também é influenciado por uma mistura de misticismo e religião tradicional, e pretende instituir um Estado teocrático baseado nos dez mandamentos e na tradição Acholi.
O LRA é acusado de violações generalizadas dos direitos humanos, incluindo assassinatos, rapto, mutilação, escravidão sexual de mulheres e crianças, e forçar crianças a participar nas hostilidades.
O LRA atua principalmente no norte de Uganda, mas também em partes do Sudão, República Centro Africana e na República Democrática do Congo. O LRA é atualmente proscrito como uma organização terrorista pelos Estados Unidos.
Oremos pela situação em Uganda.

Fonte historiográfica Wikipédia.

6 de fev. de 2012

Pastores queimam templos indígenas



Deus veio á Terra na pessoa de Jesus Cristo em dias onde o número de deuses era altíssimo. O panteão greco-romano nutria a esperança religiosa de um povo politeísta onde o mito era explicação das forças maiores que o homem.


Diferentemente dos religiosos citados no vídeo, Jesus jamais levantou o dedo contra outra religião que não fosse a sua. O célebre versículo 29 de Marcos 12 é mal traduzido: 

Um escriba (fariseu) adiantou-se [...] Jesus respondeu: “O primeiro (mandamento) é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus, o Senhor é UM (UM = uno, e não ‘único’). E amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma [...]. O escriba lhe disse: “Muito bem , Mestre, disseste a verdade: Ele é UM (e não ‘único’) e não há outro além d’Ele”.

Deus é UM na totalidade de seu poder. Os gregos acreditavam que havia um deus do mar, outro do vento, outro da morte, outro dos altos montes, etc. Os cananeus creditavam a Baal a chuva. E Deus aparece na sarça a Moisés dizendo: "EU SOU O QUE SOU", também entendido como "EU SOU TUDO AQUILO QUE VOCÊ PRECISA QUE EU SEJA", "Sou YHWH!".

Ser cristão implica em ser imitador de Cristo. Se o Cristo jamais queimou um templo dos deuses helênicos, não seremos nós quem o faremos. Ou pelo menos não deveríamos...

Via Wesley dos Santos.

31 de jan. de 2012

Nome de Jesus entoado no Egito


Há quase um ano atrás postei aqui um comentário com algumas fotos de cristãos protegendo muçulmanos durante o momento de oração islâmica, em meio aos protestos para derrubar o ditador Hosni Mubarak. Visitando o blog do Hermes Fernandes me deparei com este lindo vídeo onde árabes, assírios e egípcios gritavam por quase dez minutos o nome de Jesus:



"E o SENHOR se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao SENHOR naquele dia, e o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao SENHOR, e os cumprirão. E ferirá o SENHOR ao Egito, ferirá e o curará; e converter-se-ão ao SENHOR, e mover-se-á às suas orações, e os curará; naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios servirão com os assírios. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o SENHOR dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança." Is 19:21-25

1 de nov. de 2011

Que "Deus nos livre"!


Foi lançado no Chile um filme que faz sátira da metodologia das igrejas neopentecostais, em específico a iURd, de arrecadação de fiéis recursos. No filme os pastores picaretas vêem ao Brasil (eita!) para aprender os métodos brasileiros de crescimento para obterem sucesso em seu país.

Segundo o diretor o filme,
"está inspirado nos televangelistas em geral, mas claramente na Igreja Universal do Reino de Deus que são como os mestres. Pare de sofrer é um programa da igreja, são brasileiros. No Brasil são um império. Nesse programa vendem a armadura de Davi, a rosa de Sarón…"
Se você ainda desconfiava da imagem que o evangelho popular brasileiro têm transmitido para os nossos vizinhos, agora pode ter certeza. Assista ao trailler do filme "Dios me libre":

Notícias Cristianas

28 de out. de 2011

'O que fizeram com Kadafi nos torna mais desumanos'


Certa vez, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela fez a seguinte declaração sobre o também Nobel da Paz Desmond Tutu, arcebispo emérito da Cidade do Cabo e ativista veterano do combate ao apartheid: "Se Desmond chegar ao céu e sua entrada for negada, ninguém de nós conseguirá entrar". Premiado em 1984 pela luta por justiça e reconciliação racial na África do Sul pós-apartheid, Tutu preside hoje um grupo independente de direitos humanos chamado Elders (Anciãos, em português), criado por Mandela em julho de 2007 - sua ideia era seguir uma antiga tradição africana, que reúne os mais velhos e sábios de uma comunidade para dar conselhos aos mais jovens. Pessoalmente, ele convidou figuras políticas de destaque e ativistas de importância global para trabalharem juntos em prol da paz, dos direitos humanos e da promoção da igualdade entre mulheres e homens. Os Elders geralmente atuam em áreas de conflito, locais com problemas humanitários ou onde os direitos humanos são desrespeitados, e usam de sua influência para tratar assuntos negligenciados mundo afora.

Oito membros do grupo, entre eles o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, se reuniram esta semana no Rio de Janeiro para revisar suas atividades, discutir prioridades e planejar as próximas ações. No mesmo dia em que desembarcaram no Brasil, dois deles receberam a reportagem do site de VEJA para uma entrevista exclusiva: Desmond Tutu e Mary Robinson, a primeira mulher eleita presidente da Irlanda e ex-Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos. "Você deveria se sentir culpada por estar abusando do nosso cansaço. Somos velhos", brincou Tutu, em uma sala do Hotel Santa Teresa, onde ficaram hospedados sob um esquema de segurança máxima. "Foi ótimo ter chegado ao Rio de Janeiro em um dia tão bonito", exclamou Mary, mais animada e dizendo já ter descansado o suficiente. Antes de dar início à entrevista, que seguiu descontraída por exatos 30 minutos, ele pediu uma Coca Zero, e ela, água gelada. A conversa, então, pode começar:

Antes de se tornarem membros dos Elders - que não podem ocupar cargos públicos nem ter ligações com governos e instituições - todos vocês se destacaram individualmente. Por que acham que foram especialmente convidados por Nelson Mandela para integrar a entidade?

Desmond Tutu: No caso de Mary, acho que a resposta é óbvia. Ela se destacou em tudo o que se propôs a fazer: primeiro como advogada, depois como senadora - até que alcançou o auge, tornando-se presidente da Irlanda. Foi a primeira mulher a chegar ao posto no país. Ainda foi Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, uma evolução natural devido a sua experiência. E, mesmo após tudo isso, ela ainda não se contentou e continua seu trabalho com os Elders. Ela também é maravilhosa como ser humano: calorosa, animada e tem um senso de humor incrível. As pessoas têm uma ideia muito restrita sobre o que é ser uma figura política de destaque, como se todas fossem sempre demasiadamente sérias e difíceis de aproximar. Mary desmitifica isso.

Mary Robinson: Considero importante que o presidente dos Elders não carregue necessariamente em seu histórico um cargo político. Vários membros do nosso grupo foram figuras importantes da política mundial, como o ex-presidente americano Jimmy Carter, a ex-presidente finlandesa Martti Ahtisaari e o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso. Mas somos todos liderados por alguém que não fala essa mesma língua. E que usa o humor para preencher as lacunas, o que se torna uma forma de comunicação em muitas situações. Tutu é alguém profundamente espiritualizado, com uma bagagem ética bastante forte e que já sofreu muito. Por isso, compartilha do sentimento dos marginalizados, daqueles que são quase invisíveis e precisam de atenção - e os entende melhor do que ninguém. Em nossa recente visita à Costa do Marfim, estivemos com um grupo de refugiados, que foi deslocado da área de conflito onde morava para uma igreja. Eles estavam assustados e passavam muita fome. Naquele momento, não tínhamos nada tangível para oferecer, nem mesmo comida. O que tentávamos dar a eles era um pouco de esperança e mostrar que tinham valor, identidade e importância. Foi comovente quando um deles disse: "Ouvir o que vocês têm a falar é melhor do que comida e água".

Os senhores não aparecem em público separadamente, com o objetivo de reafirmar que são um grupo de objetivos comuns. A união faz a força?

Mary: A coletividade é uma parte muito importante de ser um Elder. Todos nós acumulamos experiências e conhecimentos individualmente, mas cada vez mais nos vemos como um grupo e privilegiamos o que podemos fazer juntos. Deixamos o ego de lado para assumir a responsabilidade que nos foi dada pelo próprio Nelson Mandela. Costumamos dar entrevistas e nos deslocar em grupos de dois ou três, que respondem por todos os Elders.

E qual é o papel dos Elders no Brasil?

Tutu: Buscamos lembrar vocês, brasileiros, de que realmente alcançam - depois de uma história bastante difícil de ditadura militar - uma economia cada vez mais relevante. Principalmente agora, que fazem parte dos Brics (ao lado de Rússia, Índia, China e África do Sul), que são hoje muito importantes para toda a comunidade internacional. Vocês também se destacam nos esportes, em especial no futebol, e vão receber no país a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. Isso é uma conquista não só do próprio Brasil, mas também significa muito para todos os países em desenvolvimento. Por outro lado, é uma responsabilidade enorme. E é claro que nem tudo são flores aqui. Há problemas sérios, como a desigualdade, que deixa um número enorme de cidadãos marginalizados. Existe a esperança, porém, de que o Brasil torne toda a sua diversidade positiva. O primeiro passo já está dado: é um exemplo de progresso econômico e democrático, especialmente por ter um governo aberto, o que ajuda a encorajar outros a se tornarem mais democráticos. O meu país (África do Sul), por exemplo, tem muito o que aprender com vocês.

Falando em África do Sul, há algumas semanas, Dalai Lama foi impedido de entrar no país para participar de sua festa de aniversário de 80 anos. E o senhor acusou o Congresso Nacional Africano (ANC) de abuso de poder e comparou o atual regime ao do apartheid. O racismo ainda é preocupante?

Tutu: O racismo não se acaba com acordos formais e assinaturas de papeis - é um problema que demora pra ser completamente extinto, algo que não se pode controlar. O mundo passou muito tempo com a ideia de que um homem branco era superior a um negro. É claro que a situação mudou bastante, mas casos de racismo acontecem o tempo todo - mesmo em lugares onde não se imagina. Os irlandeses, por exemplo, foram menosprezados pelos ingleses por muito tempo, porque considerados menos "brilhantes". E, hoje, essa diferença ainda pode ser vista em brincadeiras preconceituosas. Isso faz parte da realidade de inúmeros povos. Claro que gostaríamos que as pessoas de todo o mundo fossem mais cuidadosas e maduras. Em lugares onde o preconceito leva à violência, gostaríamos de chegar a um acordo de paz mais rapidamente. Mas vivemos neste mundo real, onde as pessoas nem sempre agem como esperamos. Por isso, o quadro vai mudando lentamente. Na África do Sul, muito já foi feito. É surpreendente o que vemos hoje: crianças negras e brancas frequentam as mesmas escolas, todos os cidadãos têm a liberdade de se casar com quem bem entenderem. Há poucos anos, isso era impossível! Seria extremamente ingênuo da nossa parte achar que poderíamos superar o racismo em um piscar de olhos.

A última campanha promovida pelos Elders é de combate ao casamento infantil. Por que decidiram priorizar o tema agora e qual sua gravidade no Brasil?

Mary:
Vimos que muitas sociedades não sabem muito bem o que podem fazer para ajudar crianças e mulheres a conquistarem seus direitos básicos, muitas vezes desrespeitados tradicionalmente. Então, decidimos ajudá-los, apesar de nossas limitações - somos anciãos e poucos em número. O jeito foi focar em uma área específica: na distorção das religiões, culturas e tradições, que faz com que o papel das mulheres na sociedade seja secundário. Resolvemos ver de perto práticas tradicionais que são prejudiciais às mulheres e descobrimos que o casamento infantil, especificamente, é um problema tão delicado, que poucos se atrevem a enfrentar. Decidimos, então, criar uma campanha mundial: Girls, not brides (Garotas, não noivas, em português). Fomos à Etiópia, onde a média de idade com que as mulheres se casam é 12 anos, especialmente para tratar o assunto. Dentro da cultura local, a prática é vista com normalidade - e não deve ser assim. O que fizemos foi investir na educação das garotas e mulheres, fazê-las discutir sobre um assunto que nunca havia sido colocado em questão. Tive a oportunidade de conversar com uma garota de 16 anos, casada há um ano com um homem mais velho, até então desconhecido. Perguntei o que ela se lembrava do dia de seu casamento. Ela se virou para mim, com o olhar mais triste do mundo, e respondeu: "Foi o dia em que tive de deixar a escola". É esse tipo de vítimas que buscamos atender. Além da África, a Ásia também sofre do mesmo mal, especialmente a Índia. Mesmo na América, inclusive no Brasil, esse é um problema recorrente, embora em proporções menores. Pretendemos analisar de perto a questão no Brasil, onde vários outros assuntos difíceis parecem ser enfrentados de maneira exemplar, como a homossexualidade e a aids.

A senhora também visitou Ruanda em 1994 e viu de perto as consequências do genocídio. À ocasião, o mundo ficou imóvel diante de um dos maiores massacres da história. Agora, como avalia o desempenho da missão da Otan na Líbia e o fim dado à guerra civil?

Mary:
É uma pergunta difícil. Ainda precisaremos de um tempo para avaliar o que ocorreu na Líbia. Nunca é fácil tomar essa decisão para quem está do lado de fora. E temos de nos lembrar que a razão inicial para que o Conselho de Segurança apostasse na intervenção foi a ameaça real que Kadafi representava à população civil. Isso chamou a atenção do mundo para sua responsabilidade de protegê-los. Ao longo da missão, porém, a Otan acabou se engajando do lado dos rebeldes - que depois acabaram iniciando uma luta para a tomada do poder no país - e indo muito além da sua ideia inicial. Proteger os civis é, de fato, extremamente importante. O problema é não conseguir prever até onde a guerra pode chegar. Não concordamos com a forma com que Muamar Kadafi foi tratado: morto com um tiro na cabeça, enquanto poderia ter sido levado à Justiça, o que seria mais apropriado.

Kadafi foi um grande apoiador da guerra contra o apartheid. Na década de 1980, chegou a ser elogiado por Mandela por seu posicionamento diante da imparcialidade do resto do mundo. Quando o mocinho virou vilão?

Tutu:
A reação positiva de grande parte do mundo diante da sua morte me incomodou bastante. Ele foi muito ruim para a Líbia, realmente. E, pelo mundo, há vários "Kadafis" - a exemplo de Hosni Mubarak (Egito) e Bashar Assad (Síria) - que pensam que podem fazer o que bem entendem. Mas a imagem de que ele é um monstro completo é exagerada. Todos somos filhos de Deus e temos a capacidade de superar as fraquezas que um dia cometemos. Mesmo o pior de nós tem a capacidade de mudar. Nada justifica o que fizeram com Kadafi. Estamos profundamente magoados com a solução encontrada e com o fato de ela ter sido tão aplaudida. Não deveria ser gratificante ver um corpo exposto em um frigorífico para milhares de pessoas. Claro que se ele permanecesse solto, poderia continuar matando civis. Mas a solução seria exonerá-lo, e não fazer justiça com as próprias mãos. Kadafi já teve um pouco do que merecia ao precisar se esconder como um rato em sua própria cidade natal, em seu próprio país. E também seria julgado, da mesma forma que Anders Behring Breivik (o atirador de Oslo), na Noruega. Foi um jeito mais humano de reagir a um massacre. O que fizeram com Kadafi nos torna mais desumanos. Espero que um dia possamos nos redimir.

As sete principais missões dos Elders no mundo

Casamento infantil

Os Elders visitam o projeto Berhane Hewan em Amhara, na Etiópia (Ashenafi Tibebe / The Elders) Esse tipo de matrimônio, uma distorção das tradições locais, afeta milhões de meninas no mundo inteiro. Os Elders reuniram organizações que trabalham local, nacional e internacionalmente para tentar acabar com a prática.

Costa do Marfim

Os Elders com o presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara (Jeff Moore / The Elders) Os Elders estão apoiando a superação e a reconciliação dos povos na Costa do Marfim, após meses de violência pós-eleitoral. Nesse período, mais de 3.000 pessoas foram mortas, e centenas de milhares tiveram de ser deslocadas.

Coreia do Norte

Os Elders em Pyongyang, diante de uma estátua de Kim Il Sung (Richard Lewis / The Elders) Os Elders esperam ajudar a melhorar as relações intercoreanas, incentivando o diálogo sobre questões ligadas à segurança do país e nuclear, a fim de diminuir as tensões na Península diante da piora das condições humanitárias na região.

Oriente Médio

Mary Robinson em escola das Nações Unidas em Gaza (Eman Mohamed / The Elders) Depois de décadas de negociações intermináveis entre palestinos e israelenses, o Oriente Médio ainda não conheceu a paz. Os Elders estão apoiando o ativismo e ações da sociedade civil para o fim do conflito e uma paz duradoura.

Chipre

Os Elders em conferência de imprensa no Chipre (David Hands / The Elders) Como resposta a mais de três décadas de conflito e divisão entre cipriotas gregos e turcos, os Elders apoiam as iniciativas locais de trabalho para a reconciliação e a paz entre os cidadãos do país.

Sudão e Sudão do Sul

Desmond Tutu em Darfur, estado do Sudão (Frederic Noy / The Elders) Os Elders buscam ajudar milhões de vidas que dependem da sustentação de uma frágil paz entre Norte e Sul do Sudão. Os dois países enfrentam preocupações de governança, desafios econômicos e humanitários, conflitos internos e instabilidade.

Zimbábue

 
Os Elders em coletiva de imprensa sobre a situação no Zimbábue (The Elders) Os Elders apoiam os esforços locais para se construir um futuro estável, próspero e seguro para a população do Zimbábue, onde o temor de um fracasso do governo é muito maior do que os riscos associados ao reforço da ajuda fornecida ao país.

Fonte: Veja

21 de out. de 2011

Discussão sobre a morte de Muamar Kadhafi

Quando um comentário em uma rede social qualquer, rende quase quarenta calorosos comentários, ele merece virar um postagem. Escondi os nomes e copiei exatamente o que foi escrito:


20/10 - 11:19 - Felipe Cavalcante da Costa: Mataram o Kadhafi, ao que tudo indica. Fizeram como se fosse um bicho. O exemplo dado por Mandela e Tutu na Comissão da Verdade na África do Sul, onde houve divulgação e perdão, não foi seguido na Líbia. Hoje, damos mais um passo para trás. #LamentávelLíbia.

20/10 - 11:35 - E. B.: penso ao contrario peo mal que fiz foi pouco , como no AT lei por lei plantou , colheu e as maes que le fez chora , oprimiu e matou sem piedade como ficar .

20/10 - 12:11 - Felipe Cavalcante da Costa: Poxa vida, E. B. Nem parece que você tem Jesus em sua vida. Quem é sua regra? Rapaz, nunca leu Mateus 12:7, não? Jesus perdoou a todos os pecadores que encontrou. Foi duro apenas aos religiosos. E você pensa que seus muitos pecados são menores que os do Kadafhi? De onde tirou sua lista de pecados que diz que um é pior do que o outro?

20/10 - 12:16 - L. A. B.: Eu tenho certeza q nao fiz nada pior q genocidio. #khadafiJaVaiTarde !!! Eh por causa de 'perdoes' que o mundo ta indo pro buraco.

20/10 - 12:17 - Felipe Cavalcante da Costa: ‎"De olho por olho e dente por dente o mundo acabará cego e sem dentes" - Mahatma Gandhi

20/10 - 12:23 - L. A. B.: Eh, vc ta certo. Pq n deixam os pobres ditadores matando pessoas como se fossem gado?

20/10 - 13:37 - Felipe Cavalcante da Costa: A questão não sobre permissividades L. Trata-se de responder a brutalidade com brutalidade. Que o ditador líbio deve ser julgado, isso é claro. Deveria ter respondido por seus atos diante de um tribunal laico e internacional, e não esfolado vivo por cidadãos que não foram menos bestiais quanto Kadhafi. Não estamos no "velho oeste" onde as confusões são resolvidas na bala. Evoluímos tanto enquanto seres humanos pós-modernos para resolver nossos problemas no tiro? Creio que não. Todo malfeitor deve ser impedido e mal expurgado, mas não é fazendo da forma como foi feita que se resolve o problema L.

20/10 - 14:07 - L. A. B.: Eu achei a solucao eficaz. Entretanto, de certa forma foi um pouco brusco. Acho que ele deveria ser empalado em praça publica!

20/10 - 14:17 - Felipe Cavalcante da Costa: Respeito sua opinião. Mas fico com Leon Tolstói: "Cristo ensinou sua doutrina, que consiste não somente no fato de que é necessário não opôr-se ao mal com a violência, senão que em um novo conceito de vida, cuja aplicação à vida social daria como resultado o desaparecimento da luta entre os homens."

20/10 - 14:42 - L. A. B.: Cara, sem violencia como pegariam o cara? Pedindo por favor se entregue? Pera! Tentaram isso! E adivinhe? Esse mundo de Tolstoi eh uma viagem de cola e nao condiz com a realidade ontem, hoje e nem amanha.

20/10 - 15:06 - Felipe Cavalcante da Costa: É mais fácil agir com violência do que com pacificidade, L. Pegaram ele com vida. Assim como pegaram o Saddam com vida. No caso do Kadhafi, fizeram justiça com as próprias mãos. Pagou-se a violência com violência. Na mente dos Líbios a mensagem que fica é: somente com violência que conseguimos resolver nossos problemas. Violência gera violência. É como mistura de líquidos de tonalidade diferente: o líquido que tiver maior proporção na mistura prevalecerá.

20/10 - 15:34 - T. M.: É engraçado esse tipo de discussão. Uma porque ninguém aqui, eu acho, passou a vida inteira sob um governo ditador. Todos vivemos quase iguais a passarinhos e não sabemos, temos praticamente asas e não voamos, temos poder pra mudar muita coisa e não mudamos. Me incluo nisso. Eu chegar aqui e falar que reagiria com pacificidade ou violência não passa de falar. Podia ser uma baita de uma medrosa em meio a confusão, uma super mulher-maravilha salvadora da 'pátria' ou um zé que não tem interesse por isso tudo ou até mesmo poderia reagir de muitas outras formas que concluiriam ser pacífica ou violenta. Quero ver na hora que o bicho pegar meeeeesmo e não pegar com seu/meu vizinho, mas pegar com seu/meu nariz. Na maior parte das vezes teoria é teoria, prática é prática. Falar assim é ser estilo Bob Faria e cia. no futebol de domingo.

20/10 - 15:38 - L. A. B.: Pois é, também não faço idéia de como são as coisas por lá. Mas por toda a covardia e crueldade, acho que o povo Líbio está muito feliz com a notícia. Sangue nos zói, faca na caveira!

20/10 - 15:43 - Felipe Cavalcante da Costa: ‎T. M., acho que o foco da discussão foi perdido na sua fala. O que está em questão não é a ditadura líbia, ou a barbárie cometida pelo general líbio. O que está em julgamento é o modo como pegaram um ser humano e o esfolaram vivo para que fosse "vingado" os que sofreram nas mãos dele. O que ele fez foi terrível? CLARO! Mas não é disso que estou tratando aqui. Falo da boçalidade humano em retirar os direitos que ele tinha.

20/10 - 15:46 - L. A. B.: Começou o discurso de direitos humanos. Pra mim, direitos humanos é a maior merda que já inventaram no mundo moderno. Isso só serve pra defender bandido.

20/10 - 15:46 - Felipe Cavalcante da Costa: Quando trazemos o que acabo de dizer para o campo do cristianismo, é como se Deus lhe punisse pelo que você é e/ou merece. A graça que recebemos não costumamos dispensar aos outros. O Kadhafi merecia, enquanto ser humano, certo ou errado, um julgamento digno. E não o que foi feito. Como representante de um Deus que se chama pelo verbo "Amor", não acredito que fizeram o correto com o ditador. Jesus falou disso no sermão do monte. É disso que o cristianismo se trata. Se ele não mudar os nossos preceitos de julgamento, ele não passa de uma ideologia barata.

20/10 - 15:51 - L. A. B.: Felipe, acho sua opinião muito lógica é verdadeira, você defende o BEM acima de qualquer coisa. Infelizmente o mundo não responde bem a isso, não é eficaz nem eficiente. Me diga, o que um julgamento 'justo' mudaria? Ele seria condenado a enforcamento como aconteceu com o Saddam, ou qualquer coisa similar. É como defender criminosos incorrigíveis, como assassinos que consomem recursos que vieram originalmente do seu bolso, quando saem da prisão voltam para o crime. Eu sou completamente a favor da pena de morte!

20/10 - 15:59 - Felipe Cavalcante da Costa: ‎L., o que fizeram com o Saddam foi errado. Enforcá-lo como penalização não corrige o problema. Se fosse assim não haveriam mais ditadores no mundo, pois todos temeriam a forca. Cara creio que isso seja um tipo de escolha pessoal. É algo que você passa diante de uma prateleira, pega, olha e diz "isso é muito bom para mim", e leva para casa. O que penso, é o que aprendi na minha jornada espiritual com Cristo: sou um criminoso imperdoável aos olhos de muitos, devedor, incorrigível, imprestável, mentiroso, medroso, cometedor de pecados, etc., mas aprendi com Ele que sou aceitável aos seus olhos. Isso diz muito para mim. Jesus disse "eu vos dei o exemplo". Desde então tenho tentado repetir o que Ele fez e continua fazendo através da ação de seus seguidores (que não são necessariamente todos que dizem segui-lO). Ainda que o todo mundo ande contra isso, vou com esse propósito de andar na contra-mão. Como diz o John Lennon "Você pode dizer que eu sou um sonhador; Mas eu não sou o único; Eu tenho a esperança de que um dia você se juntará a nós; E o mundo será como um só" (Imagine).

20/10 - 16:01 - L. A. B.: Cara, acho que nem a arca de noé salvaria a humanidade. Somos o que somos.

20/10 - 16:03 - Felipe Cavalcante da Costa: Exterminar uma raça má não resolveu o problema e a história da arca de Noé nos mostra isso. Uma mudança de paradigmas, uma renovação de mentalidade, como propõe o cristianismo, sim.

20/10 - 16:04 - L. A. B.: O pecado sempre voltará. E não é preciso mais do que uma maçã pra provar isso!

20/10 - 18:00 - G. F.: L. Cristo nos disse que o simples fato de odiar seu irmão já lhe da posição de assassino, ou seja, dizer que não cometemos genocídio como Kadhafi ou outros ditadores é simplesmente comparar pecadores com pecadores, o que o Felipe está tentando expor aqui é que temos que compará-lo ao que é Perfeito. Somos todos errados, todos dignos de condenação. Dizer que foi certo exterminar Kadhafi, ou Bin Laden, ou Sadam é o mesmo que concordar que Hitler não foi tão mal assim matando alguns judeus, ou a morte de milhares de homossexuais que "incomodam" a sociedade já perturbada em que vivemos. Como Cristo mesmo disse a Pedro depois e arrancar o bife de orelha do soldado: "Aquele que viver pela espada, por ela mesma morrerá". estamos tão acostumados com violência, que nos parece aceitável, matar um homem como se abate uma galinha

20/10 - 19:00 - L. A. B.: E fato! Como podem matar o Khadafi como se mata uma galinha. E muito piedoso!!

20/10 - 20:00 - Felipe Cavalcante da Costa: A boca fala do que o coração está cheio.

20/10 - 20:01 - L. A. B.: Meu coracao esta cheio de alegria. Mas minha mente nao aceita injusticas e nao perdoa animais em pele de humanos.

20/10 - 20:02 - Felipe Cavalcante da Costa: O L., não se responde a brutalidade com brutalidade meu querido. As injustiças não devem ser aceitas, nem apoiadas e tão pouco ignoradas. Só não deve ser pela via da violência.

21/10 - 01:00 - T. C. F.: Amigo, vamos para nossa Constituição que é a palavra; ouviu como este ditador agiu sem misericórdia com o seu povo!!! "Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triufa do juizo." Tg. 2:13 e Sl 11:5 É dificil para nós entendermos a forma de Deus fazer justiça na terra, mas ele faz!!!Quando o cálice da sua ira transborda!!! sai da frente!!! Misericórdia!!!

21/10 - 02:00 - V. F.: a violência a qual ele fez a todos os libaneses, voltou se contra ele."violência gera violência"

21/10 - 09:00 - J. R.: A expressão de vitoria com o assassinato do ditador emanava nos sorrisos do povo Líbio, ver seu tirano fragilizado encontrado dentro de uma tubulação de esgoto, humilhado e impotente deu à aquele povo a sensação ou a "impressão" de que ele venceram. A pergunta que fica e com que Espirito vai se reconstruir a identidade desse povo ressentido e "vitorioso"????

21/10 - 12:10 - Felipe Cavalcante da Costa: ‎T. C. F., creio que Deus seja alguém que zela pela justiça e seu "juízo", isto é, seu julgamento é infalível. Dizer que o Kadhafi sofreu a "justiça divina", creio que seja um pouco precipitado. Jesus no início de seu ministério na cidade de Nazaré fez a leitura do rolo de Isaías 61:1-2 anunciando que havia se cumprido aquela passagem. Se você ler Isaías 61, verá que Jesus não disse nada sobre Jesus nada disse sobre "...e o dia da vingança do nosso Deus", contido no segundo verso. Jesus veio anunciar o "ano aceitável do Senhor", e não o dia "de Sua vingança". Isso, cremos, se dará no fim. Está reservado para o Dia do Julgamento. O problema é que costumamos acreditar que os erros do Kadhafi são piores que os nossos. Nossa indiferença política que mata milhares neste país, nossa ignorância religiosa, nosso preconceito "ao diferente", nosso desejo de ter um presidente "evangélico" e não um povo quebrantado diante de Deus. Sugiro uma leitura da parábola do Joio e do Trigo, contida no Evangelho de Mateus 13. Acreditar que somos os agentes da vingança de Deus é repetir as Guerras Santas que dizimaram milhões de inocentes na história, minha irmã.

21/10 - 12:15 - Felipe Cavalcante da Costa: Concordo V. F. A violência que ele fez, gerou violência. Gostamos de violência? Nããããão... Mas como diz uma música do Oficina G3, somos "humanos que pedem a paz em toda a Terra; e a buscam com armas e tanques de guerra". É como dizer que vai separar uma briga de foices, cortando os braços dos brigões. Fazer eco á violência não expurga a violência, antes a alimenta.

21/10 - 12:15 - Felipe Cavalcante da Costa: ‎J. R., os mais jovens aprenderam que a "paz" se conquista no esfolamento de um ser humano. Acredito que em alguns anos ouviremos muito ainda da Líbia. E temo que as notícias não sejam boas.

21/10 - 12:30 - L. A. B.: Seria bom mesmo se o Kadhafi continuasse no poder ne? Voce ja leu alguma coisa sobre as atrocidades cometidas durante o poder dele? Eu DUVIDO e MUITO!

21/10 - 13:01 - Felipe Cavalcante da Costa: Em momento algum concordei com os atos de Kadhafi ou sua continuidade no poder. O que discuto aqui até o momento é a brutalidade que fizeram contra um ser humano que merecia um julgamento justo diante de um tribunal. Parece que alguns estão cegos pelas atrocidade que ele cometeu quando no poder, e nisso qualquer coisa que fizerem contra ele é "justificável". Um dos princípios da advocacia é que "todos têm direito a defesa". Nem os que sofreram em suas mãos, nem ele mereciam tais atos de violência.


21/10 - 21:40 - E. W.: eu acho q falar é facil...pimenta nos olhos dos outros é refresco...se fosse vc..ou alguem da sua familia...vc nao ia falar de direitos humanos e etc....foi tarde mesmooooooooooooooo..... cristo?????coraçao de cristo só ele tem....desculpa aí!mas perdoar isso ai nao dá nao..

21/10 - 22:44 - Felipe Cavalcante da Costa: Minha "ingenuidade" é acreditar que todos querem seguir o exemplo de Jesus. Não estou aqui "pagando" de superior a ninguém, mas como não experimento nem experimentei a barbárie líbia, me dou o luxo de teorizar o certo. Fazer o "errado" é consequência da minha falha em acertar, e jamais algo premeditado pelo meu senso de julgamento, que é falho.


Interlocutores:

Felipe Cavalcante da Costa;
E. B.;
L. A. B.;
T. M.;
G. F.;
T. C. F.;
V. F.;
J. R.; e
E. W. 

27 de set. de 2011

História de Vitória de Cristo

Com doze semanas de gestação, descobrimos que nosso primeiro e tão esperado bebê tinha um grave problema chamado acrania. Não havia se formado nele a calota craniana, e com a ausência de osso e de pele acima da cabeça, as estruturas cerebrais presentes estavam expostas e seriam danificadas em contato com o líquido amniótico. Ficamos sabendo que esse tipo de malformação é incompatível com a vida e que nosso bebê morreria logo após nascer. Provavelmente ela nasceria com anencefalia  e viveria apenas poucas horas. Por isso poderíamos buscar judicialmente o direito de interromper a gestação. Se decidíssemos continuar, não havia garantia de que esta chegaria até o final: o bebê poderia não resistir, e eu, sua mãe, poderia enfrentar alguns problemas como aumento de líquido amniótico e um parto complicado. Não era uma criança viável, e a morte era inevitável, mais cedo ou mais tarde, foi o que ouvimos.

Apesar de conscientes da gravidade da situação, decidimos acreditar que Deus poderia mudar esta sentença e fazer o milagre de curar nosso bebê, permitindo que ele fosse curado sobrevivesse após seu nascimento. Enquanto nosso bebê estivesse vivo, pediríamos a Deus por ele todos os dias, e buscaríamos fazê-lo se sentir muito amado e bem-vindo. Logo descobrimos que se tratava de uma menininha, e escolhemos para ela o nome de Vitória de Cristo, pois além de consagrá-la a Deus, também acreditamos que é pelo sacrifício perfeito de Jesus na cruz que hoje temos esperança de uma nova vida, livres do pecado, da doença e da morte.


Pela nossa fé em Cristo, decidimos não viver um luto antecipado. Enquanto há vida, vamos celebrar a vida, foi o nosso pensamento. Decidimos amá-la da mesma maneira que temos sido amados por Deus, de forma individual, única e incondicional, sem rejeição, sem medo, sem nunca desistir. Em meio a muitas orações e lágrimas, vivemos momentos de grande alegria durante a gestação, vendo nossa filhinha crescer, começar a se mexer e chutar minha barriga todos os dias.


Não houve nenhuma intercorrência na gestação, nem mesmo aumento de líquido, ao contrário, nunca me senti tão feliz, bonita e livre como nos dias da gravidez. Recebemos um lindo chá de bebê feito por amigas queridas, preparamos todo o enxoval com o que de melhor pudemos comprar, e no dia 13 de janeiro de 2010 nossa amada filha nasceu de parto cesárea (que também foi tranquilo e sem intercorrências), com 38 semanas, pesando 1.785 kg e medindo 38 cm, e foi levada para a UTI Neonatal. Contrariando tantas previsões de morte, o que vimos foi uma criança cheia de vida, linda e tranquila, e ficamos maravilhados e gratos a Deus pelo privilégio de poder conhecê-la, carregá-la no colo e passar momentos inesquecíveis juntos. 


E para a surpresa geral, a história não terminou aí! Apesar do crescimento restrito, ela nasceu bem, ficou dois dias na incubadora e no terceiro dia já estava no berço, em ar ambiente, começando a mamar na mamadeira. Mas ela enfrentou muitos desafios, várias infecções, dificuldade para ganhar peso, e por isso não pôde deixar o hospital. Em cada intercorrência, contudo, ela surpreendeu a todos com uma grande vontade de viver e incrível capacidade de recuperação. Após quatro meses de internação, surgiu uma possibilidade de cirurgia para reconstrução da calota craniana, que foi feita dia 19 de maio de 2010, com muito sucesso. E um mês depois ela pôde finalmente ir para casa saudável, respirando sozinha, mamando, vivendo!

Ninguém pode explicar como ela pôde sobreviver, contrariando toda a literatura e todas as previsões médicas durante o pré-natal. Exames realizados após seu nascimento mostraram que ela possui uma massa cerebral malformada, com algumas estruturas não reconhecidas, que podem ou não ter alguma função, e apresenta muitas reações. Diferente do que foi previsto na gestação, e do que se imaginou assim que ela nasceu, ela não desenvolveu anencefalia, mas houve tecido cerebral preservado que tem permitido que ela viva e se desenvolva. Seu diagnóstico agora é de encefalopatia crônica não-evolutiva, ou seja, ela tem um problema neurológico permanente surgido ainda na gestação, que não se agravará mais. Ao contrário, a tendência é que, com muito amor e estímulos, ela melhore cada vez mais  Como ela tem contrariado todas as regras, não é possível dizer ao certo até onde ela poderá chegar, já que tudo que ela tem feito é surpreendente e imprevisto. Pela fé, nós cremos que Deus continuará fazendo muitos milagres na sua vida, abençoando seu desenvolvimento de forma surpreendente.



Site: Amada, Vitória de Cristo.
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